Homofobia Muçulmana na TV!

Alguém sabe me dizer, pelamordedeus, o que é que aquele homem com roupas típicas da religião muçulmana diz em rede nacional acerca da família e dos homossexuais?

Essa semana eu estava sentado no sofá, junto com meu namorado, e vimos, estarrecidos, esse senhor tipicamente vestido falando sobre o modelo familiar aceitável pela religião muçulmana (como se houvesse uma unidade em tal fé…). Ocorre que, impactado pela fórmula muçulmano+TV+gueis+vinda do presidente do Irã ao Brasil, deixei de prestar atenção às palavras do senhor que falava em cadeia nacional, em comercial com apoio institucional da Rede Globo.

Bem, quando alguém me explicar direitinho o que o senhor muçulmano diz eu emito alguma opinião. No entanto, contento-me a dizer duas coisas: não há unidade na religião muçulmana, assim como na evangélica (protestante, cristã, como queiram…), para que um tipo venha a emitir uma opinião unitária em nome de uma comunidade composta por milhões (mais de um um bilhão de pessoas) de adeptos, pertencentes a diferentes países e regiões do globo, distintas raças e etnias; segundo, a religiosidade, como característica intrínseca ao ser humano, não pertence a igrejas, instituições, governos, o que nos leva ao seguinte raciocínio: cada um vive a fé, a religião, a religiosidade conforme seu juízo interno. E isso nos aproxima mais uma vez do Brasil e nos fazer pensar acerca da resistência de alguns setores “conservadores” (conservadores no sentido de conservarem o poderia institucional – econômico – das igrejas) da sociedade brasileira em aceitar a aprovação do PCL 122, que criminaliza o preconceito contra homossexuais, entre outras coisas.

Quando o assunto é esse, evangélicos e católicos se unem e, em uníssono, reprovam a concessão de mais humanidade para os humanos, de mais justiça para uma sociedade desprovida da equidade necessária para que as pessoas vivam bem, no chamado estado de “bem-estar social”, característica de nosso stablishment neoliberal. Digo-vos a verdade, a Verdade tão propagada pelo Cristo chamado Jesus: não existe uma igreja evangélica unívoca, nem muito menos uma denominação; o que todas são é um aglomerado de pessoas com opiniões distintas lutando pela manutenção de crenças que permitam a continuidade do sistema fiel-dízimo-hierarquia.

Agora, please, alguém me diga o que o muçulmano diz na propaganda; alguém também me diga o que os gueis (alguns, a minoria, é certo) querem com o “reconhecimento” por parte de algumas igrejas cristãs e religiões outras de sua “humanidade homossexual”*? PELAMORDEDEUS, fundem uma igreja, rezem a (ao) deus, ajudem aos pobres, preguem o amor, mas não caiam na armadilha da fórmula que antes expus.

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* Termo que eu criei pra tentar expressar a imanência do ser homossexual, isto é, diferentemente de outras teorias que pregam uma suposta “condição homossexual”, com a expressão por mim formulada desejo manifestar minha crença em uma homossexualidade imanentista.

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~ por chlucaslima em março 21, 2010.

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